quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Tens msn?

Indiscutivelmente novo, porém habitual em nossas vidas, é o MSN. Não procurei estatísticas certeiras, mas parece que “todo mundo” tem MSN. Inclusive minha mãe, que embora mal saiba mudar o seu nick, tem MSN. Às vezes eu não quero que ela me pergunte o que não quero responder, e então bloqueio a mammys. Hahahaha.

Tenho pensado bastante sobre como essas conversas instantâneas influenciam nossos relacionamentos, facilitando-os, dificultando-os ou apenas mostrando novas possibilidades.

Percebi que aposentei a caixa de mensagens do meu celular. Mesmo porque vc abre a net, o MSN e ali está o menu on-line dizendo: comunique-se à vontade! Já não precisamos esperar telefonemas ou mensagens SMS de uma amiga ou de algum gatinho. Posso mandar um link bacana ou somente dar um oi, com a vantagem de que ninguém se ofenda caso o monólogo não se torne um diálogo.

Dessa maneira, mesmo os mais sentimentais encontram no MSN uma fuga, ou ainda, uma solução menos arriscada à rejeição. Ninguém gosta de receber um “não”, isso vale para qualquer tipo de “não”. Ouvir “não” é psicologicamente difícil, mesmo que a negativa seja para uma proposta sem muita pretensão. Afinal, a negação é negativa por excelência. Ouvir “não”, “nem”, “putz”, “nop”, gera a impressão de que sua idéia não foi aceita. Valendo para um simples “hei, você está podendo falar agora?”, para um “querida, quer casar comigo?”. Ou ainda para questões como “você vai me pagar aquela dívida hoje?”. Enfim, seja lá qual for a abordagem, o MSN ajuda àqueles que preferem trocar “não” pelo nada dito. Tudo pode ficar ali, nas entrelinhas das “mensagens instantâneas”, que são rápidas, pouco memoráveis e portanto, inofensivas.

Escrevendo rapidinho e quase sempre com abreviações você pode reagir como quiser sem o peso do olho no olho ou da voz ao telefone. Se preferir, pode ainda fingir ter “dito” outra coisa ou nem responder, e argumentar que estava ocupado demais. Deixar no ar, fazer pinta de “ausente” no status do Messenger ou ficar off-line, tudo isso é a hipocrisia cômoda que só o “networking” disponibiliza a você.

Algumas vezes parecemos um tipo de voyer pós-moderno, não reagimos a nenhuma conversinha digitada (e digitalizada)e ficamos analisando a reação do interlocutor solitário. Isso acontece geralmente quando aquele mala da sua lista de contatos não tem muito o que fazer (isso quando o mala não é vc, né...). E mala reage como mala: quanto menos vc responde, mais ele prolonga a conversa, mais ele digita. O seu prazo está colado, o status está “ocupado” na sinceridade e o mala insiste: “ô me diga como anda a sua vida”.

Quando for assim bloqueie, pois essa é uma maneira de você, educadamente ou comodamente, falar um “não” geral para a pessoa. E eternamente off-line para os malas, você ficará. Como acontece com muitos nicks de “exs” em nossa vida virtual - caso encerrado, porém não devidamente finalizado, apenas bloqueado.

Se a psicologia explica ou não, pouco importa, mas uma coisa é certa: ou a pós-modernidade conecta você, ou ela o bloqueia.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

थिंक!

"EU, O MUNDO, APLURALIDADE DAS APARÊNCIAS, A REALIDADE

Suponha que você está sentado em um banco, à beira de um caminho, olhando a paisagem do cimo de uma alta montanha.
Tudo isso que seus olhos vêem já estava aí há milênios antes de você, segundo nossa concepção habitual. Um breve instante e você não estará mais; a floresta, os rochedos, o céu ainda continuarão a existir imutáveis, durante milênios, depois você.
O que fez com que você aparecesse tão bruscamente do nada para gozar, por um curto momento, esse espetáculo que o ignora? Todas as condições necessárias para que você existisse são quase tão antigas quanto esse rochedo. Talvez um outro tenha sentado aqui, neste mesmo lugar, há cem anos. Também ele oi engedrado por um homem e posto no mundo por uma mulher. Do mesmo modo que você, ele conheceu a dor e uma breve felicidade. Seria realmente um outro? Não seria você mesmo? O que é seu eu? Que condição foi necessária para que o ser engedrado então se tornasse você, e não um outro? (...) Se essa que é atualmente sua mãe tivesse vivido com um outro e com ele engedrado um filho, e se esse que é seu pai tivesse feito o mesmo, você seria você? E mesmo que fosse assim, por que você não é seu irmão, por que ele não é você? (...) O que é que faz você descobrir essa diferença - a obstinada diferença entre você e um outro - já que, objetivamente, isso que está aí é a mesma coisa?"

Erwin Schrodinger, Prêmio Nobel da Física "Ma Conception du Monde"



...hahahah Gás #2 - remember the time



Artista que é artista vive de auto-estima. Nunca vi um artista inseguro. Assim como nunca vi um artista cansado de fazer arte. Desistimulado, talvez. Com preguiça, nunca. O preço da arte, pode matar a arte. O preço do sucesso, também...

*foto do primeiro Gaseosa é Soda!
Saúde!

terça-feira, 8 de julho de 2008




Skate or Die!!


Dub Wise Situation!
Meditação, yoga, terapia, florais... mas na real mesmo nada melhor pra relaxar que ouvir um dub bem chapado! Let´s fya??

quarta-feira, 18 de junho de 2008

quarta-feira, 7 de maio de 2008




I USE THE BLICKS <<

abertura da exposição amanhã, dia 08/05 (para os amigos) e dia 10/05 para everybody << Na galeria Choque Cultural

>> veja mais no site www.choquecultural.com.br



>> montagem da exposição I USE THE BLICKS de Ramon Martins na Choque Cultural <<

quinta-feira, 1 de maio de 2008


VIRTUAL INSANITY

Fulana foi ontem no show de Ciclano, e já hoje, publicou as memórias recentes em seu perfil na net. Um sujeito tava de ressaca no domingo, e não hesitou em postar seu momento hangover no mesmo dia. Outra garota que estava com muita fome, segurou o apetite um pouco mais para posicionar sua câmera e pegar um bom enquadramento enquanto comia.

A tendência “Big Brother” pegou. Na aquisição de uma câmera digital mais o acesso a Internet, você pode ter seu próprio reality show.
A difusão de sites de relacionamento, assim como o surgimento de álbuns, e também diários virtuais na rede, contribuiu para um verdadeiro culto à imagem de si mesmo.
A juventude está em exposição. Eu, tu, eles e elas, todos nós, jovens de idade ou de pensamento - atualizados e adeptos à tecnologia da informação – parecemos produtos prontos para o consumo.
O que acontece hoje é uma verdadeira invenção de si mesmo através de postagens na net. Criamos – literalmente – perfis, que na maioria das vezes são constituídos basicamente de fotos e slogans sobre nós mesmos.
A necessidade de registrar toda e qualquer situação, para mais tarde expor aquelas mais fotogênicas, demonstra também, o desejo de reforçar um estilo de vida idealizado.
É o “second life”, a superficialidade superando o conteúdo e a verdade.
Andy Wharol não estava errado...
Alguns têm tirado proveito disso, como artistas e fotógrafos, antes no anonimato e que através de seus Fotologs, por exemplo, encontraram seu público e reconhecimento. Músicos independentes que se tornaram mundialmente admirados através do Myspace.
Escritores e jornalistas que podem expor suas idéias em seus Blogs.
Nada é puramente negativo ou positivo nessa vida.
Mas a excessiva preocupação em registrar e se mostrar a quem quer seja, sem nenhuma finalidade construtiva, pode envolver um processo de auto-ilusão do sujeito e negação se si mesmo.

“A grande promessa da fotografia era contar a “verdade”. No entanto, a “verdade” da fotografia é apenas uma ilusão mais convincente, a seleção e o artifício, escondidos atrás da aparente imparcialidade do mecânico”. Elizabeth Wilson, 1985

Muitas fotos publicadas abertamente na Internet, lembram algumas novelas brasileiras, nas quais a moça bonitona acorda de batom e máscara para os cílios.
Será que os momentos presentes não estão sendo trocados por produções fotográficas e arquivos on-line? Tem gente que mais fotografa o que está fazendo, que realmente faz. E ainda preocupa-se mais com sua aparência, e menos com a vivência do momento.
Ficar à vontade sem questionar sua fotogenia, em momentos únicos e particulares pode ser mais gratificante. Esquecer a câmera em casa e ir às festas de vez em quando, pode lhe garantir uma grande e despretensiosa diversão.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008





Ilustração do DumDum para nosso texto "pluralizado"!
ver mais em: http://www.flickr.com/photos/dum_dum/2193931445/


Valeu artista!

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

A regra é clara!

A moda pede que experimentemos, nós aceitamos o seu convite e cá estamos, pluralizados.
Não usamos mais um estilo apenas, nem seguimos uma só moda, queremos um pouco de cada.
Querendo tudo o que faz a gente se sentir um pouco mais aquilo que somos, ou o que queremos ser, fazemos um mix de estilos em nosso guarda-roupa.
Nem sabemos mais o que é autenticidade (e não que isso tenha importância). Buscamos originalidade através da diferenciação.
Pegamos um pouco de cada das tradições da moda, e usamos como bem entendermos. Mas não fazemos questão de manter o significado de origem das peças. Por isso muitas vezes, deslocamo-as para novos lugares.
A roupa esporte entra nos lugares luxuosos, confortavelmente.
O glamour da moda, vai às quadras a fim de encontrar novas estéticas.
A alteridade alimenta a homogeneidade. Opostos antes, parceiros agora, verdadeiros efeitos da globalização.
O global invade o mercado, as idéias e os estilos.
Na moda, as referências estéticas não vêem somente da alta-costura, da elite.
As identidades, como reflexo da moda (e vice-versa), se tornaram segmentadas. Características diferentes convivem em uma mesma pessoa em um mesmo tempo.
Não temos um estilo definido. Poucos são os sujeitos que se prendem a definições como "punk", "hippie", "underground".
E mesmo que alguns até tenham a pretensão em ser “alguma coisa com um nome determinado”, sua moda raramente é autêntica. Mesmo sem querer, acabamos por misturar peças de roupa de lugares variados.
As tradições na moda foram relidas e seus significados, transformados.
Existe ainda algum modelito clássico?
"Gostamos do rock´roll, mas também ouvimos um dub. Vivemos na cidade, mas queremos um pouco de praia. O campo também é bacana, mas a música sertaneja me enoja. Quero ser elegante, mas não fico sem conforto."
Como mostrar quem somos se não queremos ser uma coisa só?
Repito : _Pluralizamo-nos!
Escolhemos as linhas de criação mais diferentes, nossa moda é quase espontânea.
Tamanha diferenciação que até parece existir um mar de gente, todas iguais.
Porém, se examinarmos nossas roupas de perto, veremos que nada se repete - tudo se transforma!
Nem mesmo a saia da C&A que eu uso e que você também tem, são as mesmas. A minha saia é muito mais a minha cara, pois eu a amarro do meu jeito, e uso com a minha blusa do Ronaldo Fraga e com o meu tênis Adidas todo esfolado...
A diversidade não está somente no design das roupas, ela também se faz dos diferentes comportamentos e gostos, o quais que refletem as referências de vida de cada um.
A globalização permite isso. E a pluralização de nossos looks, comprovam.

sábado, 22 de dezembro de 2007

tempológico

é tempo de férias


tempo
nas férias eu não quero tempo
então talvez não sejam férias (?)

talvez férias seja um tempo criado
talvez não seja bem as férias algo que eu queira

acho q não quero nada
gostaria de ter certeza
mas apenas acho

tenho achado pouca coisa
mas coisas me acham

quero um não querer
sim e não
atempo

sábado, 24 de novembro de 2007

Amor, pós-moderno amor...

O amar da pós-modernidade é o amor hedonista.

O sentimento desse sujeito individualista é justificado pelo tempo que é "sem tempo", e fortalecido pelo descobrimento do prazer subjetivo.

O amar que está em alta na alta modernidade, não é totalmente sem emoção, mas é sem carne – um verdadeiro vegetarianismo sentimental...

Não nos permitimos mais ser passionais.
Somos auto-controlados.

A entrega é constrangedora, vergonhosa e não combina com nosso estilo Narciso de ser, já que doar-se pode ser associado à humilhar-se.

O amor dos pós-modernos não pode pedir amor ao amado, não pode sofrer, não pode discutir, não pode amar como aprendemos com as histórias de amor.
Nosso sentimento deve ser calmo e ponderado.
Sem alegorias e sem exageros.

A profundidade é descartada, ela não tem uma imagem agradável já que não traz prazer sem um pouco de dor e sofrimento.

Sheakespeare, o pai dos românticos, ficou no século passado, neste, só entram os jovens assexuados e sem coração quente.
Verdadeiros neo-dandis enfeitados.
E isto vale para ambos os gêneros.

Amar e ser amado não se deseja a não ser que ninguém saiba, que ninguém veja que foi algo pretendido.
Amor e fraqueza estão se confundindo, tornou-se embaraçoso amar.

Deve ser porque nada nos deixa mais vulnerável que o amor.
E ser vulnerável não combina com o novo egoísmo.

(os hedonistas estão me cansando)

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

O movimento do corpo, no corpo e para o corpo.

A rua

A rua nasceu como parte da cidade, que nasce por conveniência de mercado (?).

Nada pode ser mais representativo para a modernidade que a rua. Baudelaire já a homenageou de diversas formas. E se ele o fez, porque haveríamos nós vítimas modernas (ou pós-modernas) de ignorá-la ou tratá-la com pouca importância? Imaginemos as cidades sem rua e já não haverá mais cidade, para onde iriam os carros e pior, por onde andariam esses trambolhos?
São as ruas que separam as quadras, as casas e por fim as pessoas. Esta mesma linha que cruza as calçadas dividindo os pedaços de terra por debaixo das construções é o item essencial para a circulação das pessoas e união entre os diferentes locais de uma cidade. Foi na rua que as diferentes classes sociais tiveram seu primeiro contato com o outro.

Sem as ruas das cidades a moda poderia ter percorrido outra trajetória, e talvez nem mesmo obtido a mesma característica mutável pela qual a reconhecemos. É na rua que a roupa é exibida. Sendo a rua um ambiente público e lugar comum a todas as classes e gêneros, quando passamos por ela nos obrigamos a encarar o estranho e a conviver com ele, mesmo que para isso seja necessário jogar seu jogo de aparências. Pois estando no exterior de nossos lares com muitas pessoas desconhecidas, a primeira comunicação que podemos ter é dialogando com o visível. Para isso, nada melhor que nossas roupas, a camada mais externa de nosso self. É na rua que a moda se prolifera se modificando aos poucos enquanto nos igualamos e procuramos uma diferenciação com o outro. Circulando na cidade, o desfile é nosso, somos os manequins que escolheram sua própria vestimenta.


Quanta rua!

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

aressacadecadaum

a ressaca fashion

estou cansada dessa ressaca, cansada! dizia a moça embriaga de tendência tendendo a ser ela mesma.
para que tanta pose? pensou posando a sua preferida...
modismos baratos já não a incomodavam, o problema eram seus olhos que só procuravam o que não haviam visto.
mas tão olhantes eram suas pupilas que mesmo de longe já reconheciam o não-reconhecível.
não era medium mas via claro o que estava a ser visto.

um ver incansável...

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

democracia e moda no caos paulistano!

(A caminho da Brás)...

Muitas pessoas é pouco, perto do que já vi em estações de metrô onde podemos trocar de linha como a do Paraíso (onde eu entro) e a da Sé (onde eu faço a tal da baldeação), a estação do Brás consegue ganhar em tamanho e volume de gente que passa por ali.
Provavelmente dois motivos contribuam para isso, um é fato de que ali a conexão com os trens que ligam São Paulo ao seus arredores é gratuita.
O outro motivo é de que por ali temos acesso ao reduto mais fashion da hipersãopaulomegalópole: o Brás!

Enganados estavam os que achavam que encontrariam fashionisses maiores nas regiões em volta das ruas Oscar Freire e Bom Retiro.
Por esses lados veremos apenas aquele glamour ostentatório e às vezes impagável que já vimos nas revistas de fofocas e que sabemos não levar a grandes satisfações...

Fashion é o Brás e passando pela região podemos ver qual é a moda que vai pegar de verdade em outras lojas e na próxima (quase entrando) estação.
Não estou dizendo que lá acontece um movimento de moda de vanguarda. Nem que o Brás dita as trends.

O lance é que a região é altamente comercial, vive de vendas em quantitades e não mede esforços para que isso continue acontecendo.

Aquilo que saiu nas passarelas para o verão deste ano já estava no Braisão (como eu gosto de chamar) muito antes do material exposto pelas marcas das semanas de moda estarem seguindo para a mesa de corte.
Enquanto os empresários do luxo se preparavam para vender o mostruário, os do Brás colocavam nas suas vitrines de rua.

Isso é maravilhoso do ponto de vista de uma observadora boba e romanticamente apaixonadapela moda como eu.
Pois é muito divertido ver os vendedores das boutiques e dos camelos de lá, oferecendo as peças dentro das tendências de moda baratos, sendo que desenhos iguais serão comprados por madames daqui uns dois meses e com o dobro do preço nos shoppings.

...ah, os shoppings...

Qualquer um que goste de observar as multidões e a sobrevivência nas cidades e que tenha um espírito flaneur dentro de si, junto a um olhar atento para a economia, faria poesia se pudesse ao caminhar pelas ruas movimentadas e cheias de roupas do Brás.Lá podemos ver do que a aclamada moda sobrevive, como ela faz a o dinheiro circular e ajuda a alimentar milhões de famílias.

Passeando pelo local e, se possível, entrando nas facções, nas serigrafias, nas inúmeras lojas de produção própria, sentiremos e talvez entenderemos aquilo que Barthes chamou de "vestuário real". No sentido da roupa em si, sem conotações.

Lá no Braisão, o vestido é vestido.
Pode ser cópia, pode ser meio brega, pode ser legal, pode ser barato, mas ele é tratado assim, como um simples vestido.
O mais importante não é se ele foi feito por fulano de tal ou se ele tem a etiqueta cara, ele deve ser vendido por que é o que o vai manter a empesa X e pagar os salários Y!!

E será vendido pra quem quiser, quem não quer comprar, nem interessa; outra pessoa vai querer, com certeza.

Sem frescuras e sem champagne, dessa maneira compra-se barato e ainda assim adquire-se a moda que estará nas ruas. Aquela moda que mesmo que a gente tente fugir por medo de ficar muito igual a todos, nos alcançará na próxima crise de identidade ou na próxima consumoterapia.

Aí vc que é o cliente, vc que é "livre", pode escolher o que preferir: pagar 100 ou 25 pilas no mini-vestido da estação.

quarta-feira, 18 de julho de 2007

सिक्ष्तिएस्ó

Seremos mesmo barbarelas na próxima estação ?
Seremos mesmo?
Ou apenas as modelos serão?
Eu não serei barbarela?
Vc será?

sexta-feira, 13 de julho de 2007

Strange Monster Go!

Quem nunca ficou horrorizado com a própria imagem em fotos provindas dos anos 80?
Aquele cabelo "chitão" e aquelas ombreiras realmente não poderiam ser considerados atraentes depois da década eights e até os anos 90.
Mas mudamos de século e por menos que esperássemos, faz uns três anos que estamos revivendo a volumosa estética 80´s.
É tempo de valorização do andrógino e dos monsters. A cultura jovem se delícia com a "feiúra".
O comum é entediante, o comportado é careta.
Com exceção dos mauricinhos e das patricinhas, a juventude está monstruosamente montada para o dia-a-dia.
De onde esta tendência vem?
Para os usuários isso não tem a mínima importância.
E para os estudiosos isso é pouco determinável.
Mas para aqueles que gostam de observar as mudanças, poderão ser notadas características entre a arte, o design, a música e a moda que estão evidentemente em concordância.
Os artistas da vez são os grafiteiros, seus nomes não são nomes, são apelidos nada convencionais como "freak", e suas obras fogem de longe ao perfeccionismo clássico.
O design gráfico é pouco simétrico, visualmente orgânico e anti-stablishment.
A música é livre, os cantores têm pouca voz e o ritmo é quebrado e sem técnica, senão sujo e cheio de ruído.
E a moda que abrange tudo isso é desarmônica, poluída, agressiva e feia.
Sim, feia!
Mas é claro que essa é uma feiúra fica muito interessante, e no final de tudo: maravilhosa!
É o tempo do MONSTERS!
Monsters nas revistas, nas propagandas, nas logomarcas, na MTV, nos Toys e nas roupas.Nos bares, o mais normalzinho será ignorado.
Nada de scarpim e de heterossexualidade.
Quem é o garoto ou a garota naquela rodinha ali? Hmmm... difícil definir, e aliás, por que definir?Somos todos igualmente diferentes.
Nada de martini com azeitona. Talvez eu nem precise beber esta noite, já que isso é tão óbvio.
Dos oitenta, os yuppies ficaram para trás.
O que reencarnou foram as extravagâncias.
Todas remodeladas é lógico.
Das ombreiras vieram as mangas bufantes, que até são anteriores aos 80´s, mas contribuem para o volume que tanto queremos.
De tudo que é vibrante nos tecidos, pegamos o brilho e as estampas multi-coloridas.
Dos cabelos, o mullets são quase idênticos, salvo alguns melhoramentos (ufa!).
O volumoso é o que conta e ele se coloca no topo em contraste com a parte de baixo do corpo.
Blusa vestido com algum plissado em algum lugar estratégico e legging ou calça skinny com sapatilhas.
Se for de tênis, prefira os "a la 80" também, ele tem de ser chamativo e de preferência não tente combiná-los a sua roupa.
Aliás não combine nada, por favor!
Não seja clássico! Não seja sério!
Por favor não envelheça alguns anos agora, no início do século XXI.

segunda-feira, 9 de julho de 2007

WhoAreYou

Incomodados com a situação resolvemos nos acomodar,
sem opinar de verdade, viramos posers.

A alta modernidade incomoda pouca gente, porque a velha geração incomoda, incomoda, incomoda muito mais.
Quem é que está no poder? Os amigos dos nossos pais ou os pais dos nossos pais.
Quem são eles? Se não são todos, a grande maioria é um bando de estagnado e preconceituoso.
E nós, filhos e amigos dos filhos do poderosos, o que fazemos?
Um corte de cabelo novo e um monte de tatuagem e nada mais?
Procuramos conhecimento do Google e amigos do Orkut?
Peraí galera.
Se eles (os poderosos caretas) estão no poder, nós somos os herdeiros e temos de saber mais que eles.
Eu disse saber, e não parecer.
Para isso não basta fechar o braço de tatoo e virar bissexual, isso não é conhecimento.
Concordo que faz parte de uma transgressão e que pode ser o início de uma revolução de pensamento, mas não é o suficiente para um novo mundo.
Estamos procurando mudar o que os olhos vêem, mas precisamos mudar o pensamento todo.
O invisível existe e é mais que um rostinho bonito.
Vamos ler um pouquinho mais, pode ser romance, quadrinhos, bibliografias de artistas e músicos, jornais e revistas.
E para quem tiver mais curiosidade, leia também sobre filosofia, sociologia e história, se arrisque na ciência, na matemática, na física e na economia. Parece chato porque aprendemos isso obrigatoriamente nas escolas.
Mas se procurarmos nessas disciplinas, livros sobre os assuntos os quais temos curiosidade, fica bem mais gostoso de ler.
Aí, veremos o quanto achamos que sabemos e o quanto achamos que estamos inventando alguma coisa nova.
Veremos que os quadrinhos são geniais quanto os filósofos.
E que nós somos tão ignorantes quanto revolucionários.
Sem querer ofender ninguém, eu me incluo neste "nós".
Estou descobrindo a minha ignorância na medida em que leio e aprendendo que conhecimento não é o mesmo que chatisse.
Também fico pensando em como será a futura geração de poder, quem serão os politícos, os megaempresários e os próximos poderosos.
E se seremos nós os "donos" deste mundo, temos de saber o que ele é hoje, de onde ele veio e para onde ele está indo.