A rua
A rua nasceu como parte da cidade, que nasce por conveniência de mercado (?).
Nada pode ser mais representativo para a modernidade que a rua. Baudelaire já a homenageou de diversas formas. E se ele o fez, porque haveríamos nós vítimas modernas (ou pós-modernas) de ignorá-la ou tratá-la com pouca importância? Imaginemos as cidades sem rua e já não haverá mais cidade, para onde iriam os carros e pior, por onde andariam esses trambolhos?
São as ruas que separam as quadras, as casas e por fim as pessoas. Esta mesma linha que cruza as calçadas dividindo os pedaços de terra por debaixo das construções é o item essencial para a circulação das pessoas e união entre os diferentes locais de uma cidade. Foi na rua que as diferentes classes sociais tiveram seu primeiro contato com o outro.
Sem as ruas das cidades a moda poderia ter percorrido outra trajetória, e talvez nem mesmo obtido a mesma característica mutável pela qual a reconhecemos. É na rua que a roupa é exibida. Sendo a rua um ambiente público e lugar comum a todas as classes e gêneros, quando passamos por ela nos obrigamos a encarar o estranho e a conviver com ele, mesmo que para isso seja necessário jogar seu jogo de aparências. Pois estando no exterior de nossos lares com muitas pessoas desconhecidas, a primeira comunicação que podemos ter é dialogando com o visível. Para isso, nada melhor que nossas roupas, a camada mais externa de nosso self. É na rua que a moda se prolifera se modificando aos poucos enquanto nos igualamos e procuramos uma diferenciação com o outro. Circulando na cidade, o desfile é nosso, somos os manequins que escolheram sua própria vestimenta.
Quanta rua!
quinta-feira, 25 de outubro de 2007
sexta-feira, 19 de outubro de 2007
aressacadecadaum
a ressaca fashion
estou cansada dessa ressaca, cansada! dizia a moça embriaga de tendência tendendo a ser ela mesma.
para que tanta pose? pensou posando a sua preferida...
modismos baratos já não a incomodavam, o problema eram seus olhos que só procuravam o que não haviam visto.
mas tão olhantes eram suas pupilas que mesmo de longe já reconheciam o não-reconhecível.
não era medium mas via claro o que estava a ser visto.
um ver incansável...
estou cansada dessa ressaca, cansada! dizia a moça embriaga de tendência tendendo a ser ela mesma.
para que tanta pose? pensou posando a sua preferida...
modismos baratos já não a incomodavam, o problema eram seus olhos que só procuravam o que não haviam visto.
mas tão olhantes eram suas pupilas que mesmo de longe já reconheciam o não-reconhecível.
não era medium mas via claro o que estava a ser visto.
um ver incansável...
quarta-feira, 15 de agosto de 2007
democracia e moda no caos paulistano!
(A caminho da Brás)...
Muitas pessoas é pouco, perto do que já vi em estações de metrô onde podemos trocar de linha como a do Paraíso (onde eu entro) e a da Sé (onde eu faço a tal da baldeação), a estação do Brás consegue ganhar em tamanho e volume de gente que passa por ali.
Provavelmente dois motivos contribuam para isso, um é fato de que ali a conexão com os trens que ligam São Paulo ao seus arredores é gratuita.
O outro motivo é de que por ali temos acesso ao reduto mais fashion da hipersãopaulomegalópole: o Brás!
Enganados estavam os que achavam que encontrariam fashionisses maiores nas regiões em volta das ruas Oscar Freire e Bom Retiro.
Por esses lados veremos apenas aquele glamour ostentatório e às vezes impagável que já vimos nas revistas de fofocas e que sabemos não levar a grandes satisfações...
Fashion é o Brás e passando pela região podemos ver qual é a moda que vai pegar de verdade em outras lojas e na próxima (quase entrando) estação.
Não estou dizendo que lá acontece um movimento de moda de vanguarda. Nem que o Brás dita as trends.
O lance é que a região é altamente comercial, vive de vendas em quantitades e não mede esforços para que isso continue acontecendo.
Aquilo que saiu nas passarelas para o verão deste ano já estava no Braisão (como eu gosto de chamar) muito antes do material exposto pelas marcas das semanas de moda estarem seguindo para a mesa de corte.
Enquanto os empresários do luxo se preparavam para vender o mostruário, os do Brás colocavam nas suas vitrines de rua.
Isso é maravilhoso do ponto de vista de uma observadora boba e romanticamente apaixonadapela moda como eu.
Pois é muito divertido ver os vendedores das boutiques e dos camelos de lá, oferecendo as peças dentro das tendências de moda baratos, sendo que desenhos iguais serão comprados por madames daqui uns dois meses e com o dobro do preço nos shoppings.
...ah, os shoppings...
Qualquer um que goste de observar as multidões e a sobrevivência nas cidades e que tenha um espírito flaneur dentro de si, junto a um olhar atento para a economia, faria poesia se pudesse ao caminhar pelas ruas movimentadas e cheias de roupas do Brás.Lá podemos ver do que a aclamada moda sobrevive, como ela faz a o dinheiro circular e ajuda a alimentar milhões de famílias.
Passeando pelo local e, se possível, entrando nas facções, nas serigrafias, nas inúmeras lojas de produção própria, sentiremos e talvez entenderemos aquilo que Barthes chamou de "vestuário real". No sentido da roupa em si, sem conotações.
Lá no Braisão, o vestido é vestido.
Pode ser cópia, pode ser meio brega, pode ser legal, pode ser barato, mas ele é tratado assim, como um simples vestido.
O mais importante não é se ele foi feito por fulano de tal ou se ele tem a etiqueta cara, ele deve ser vendido por que é o que o vai manter a empesa X e pagar os salários Y!!
E será vendido pra quem quiser, quem não quer comprar, nem interessa; outra pessoa vai querer, com certeza.
Sem frescuras e sem champagne, dessa maneira compra-se barato e ainda assim adquire-se a moda que estará nas ruas. Aquela moda que mesmo que a gente tente fugir por medo de ficar muito igual a todos, nos alcançará na próxima crise de identidade ou na próxima consumoterapia.
Aí vc que é o cliente, vc que é "livre", pode escolher o que preferir: pagar 100 ou 25 pilas no mini-vestido da estação.
Muitas pessoas é pouco, perto do que já vi em estações de metrô onde podemos trocar de linha como a do Paraíso (onde eu entro) e a da Sé (onde eu faço a tal da baldeação), a estação do Brás consegue ganhar em tamanho e volume de gente que passa por ali.
Provavelmente dois motivos contribuam para isso, um é fato de que ali a conexão com os trens que ligam São Paulo ao seus arredores é gratuita.
O outro motivo é de que por ali temos acesso ao reduto mais fashion da hipersãopaulomegalópole: o Brás!
Enganados estavam os que achavam que encontrariam fashionisses maiores nas regiões em volta das ruas Oscar Freire e Bom Retiro.
Por esses lados veremos apenas aquele glamour ostentatório e às vezes impagável que já vimos nas revistas de fofocas e que sabemos não levar a grandes satisfações...
Fashion é o Brás e passando pela região podemos ver qual é a moda que vai pegar de verdade em outras lojas e na próxima (quase entrando) estação.
Não estou dizendo que lá acontece um movimento de moda de vanguarda. Nem que o Brás dita as trends.
O lance é que a região é altamente comercial, vive de vendas em quantitades e não mede esforços para que isso continue acontecendo.
Aquilo que saiu nas passarelas para o verão deste ano já estava no Braisão (como eu gosto de chamar) muito antes do material exposto pelas marcas das semanas de moda estarem seguindo para a mesa de corte.
Enquanto os empresários do luxo se preparavam para vender o mostruário, os do Brás colocavam nas suas vitrines de rua.
Isso é maravilhoso do ponto de vista de uma observadora boba e romanticamente apaixonadapela moda como eu.
Pois é muito divertido ver os vendedores das boutiques e dos camelos de lá, oferecendo as peças dentro das tendências de moda baratos, sendo que desenhos iguais serão comprados por madames daqui uns dois meses e com o dobro do preço nos shoppings.
...ah, os shoppings...
Qualquer um que goste de observar as multidões e a sobrevivência nas cidades e que tenha um espírito flaneur dentro de si, junto a um olhar atento para a economia, faria poesia se pudesse ao caminhar pelas ruas movimentadas e cheias de roupas do Brás.Lá podemos ver do que a aclamada moda sobrevive, como ela faz a o dinheiro circular e ajuda a alimentar milhões de famílias.
Passeando pelo local e, se possível, entrando nas facções, nas serigrafias, nas inúmeras lojas de produção própria, sentiremos e talvez entenderemos aquilo que Barthes chamou de "vestuário real". No sentido da roupa em si, sem conotações.
Lá no Braisão, o vestido é vestido.
Pode ser cópia, pode ser meio brega, pode ser legal, pode ser barato, mas ele é tratado assim, como um simples vestido.
O mais importante não é se ele foi feito por fulano de tal ou se ele tem a etiqueta cara, ele deve ser vendido por que é o que o vai manter a empesa X e pagar os salários Y!!
E será vendido pra quem quiser, quem não quer comprar, nem interessa; outra pessoa vai querer, com certeza.
Sem frescuras e sem champagne, dessa maneira compra-se barato e ainda assim adquire-se a moda que estará nas ruas. Aquela moda que mesmo que a gente tente fugir por medo de ficar muito igual a todos, nos alcançará na próxima crise de identidade ou na próxima consumoterapia.
Aí vc que é o cliente, vc que é "livre", pode escolher o que preferir: pagar 100 ou 25 pilas no mini-vestido da estação.
quarta-feira, 18 de julho de 2007
सिक्ष्तिएस्ó
Seremos mesmo barbarelas na próxima estação ?
Seremos mesmo?
Ou apenas as modelos serão?
Eu não serei barbarela?
Vc será?
Seremos mesmo?
Ou apenas as modelos serão?
Eu não serei barbarela?
Vc será?
sexta-feira, 13 de julho de 2007
Strange Monster Go!
Quem nunca ficou horrorizado com a própria imagem em fotos provindas dos anos 80?
Aquele cabelo "chitão" e aquelas ombreiras realmente não poderiam ser considerados atraentes depois da década eights e até os anos 90.
Mas mudamos de século e por menos que esperássemos, faz uns três anos que estamos revivendo a volumosa estética 80´s.
É tempo de valorização do andrógino e dos monsters. A cultura jovem se delícia com a "feiúra".
O comum é entediante, o comportado é careta.
Com exceção dos mauricinhos e das patricinhas, a juventude está monstruosamente montada para o dia-a-dia.
De onde esta tendência vem?
Para os usuários isso não tem a mínima importância.
E para os estudiosos isso é pouco determinável.
Mas para aqueles que gostam de observar as mudanças, poderão ser notadas características entre a arte, o design, a música e a moda que estão evidentemente em concordância.
Os artistas da vez são os grafiteiros, seus nomes não são nomes, são apelidos nada convencionais como "freak", e suas obras fogem de longe ao perfeccionismo clássico.
O design gráfico é pouco simétrico, visualmente orgânico e anti-stablishment.
A música é livre, os cantores têm pouca voz e o ritmo é quebrado e sem técnica, senão sujo e cheio de ruído.
E a moda que abrange tudo isso é desarmônica, poluída, agressiva e feia.
Sim, feia!
Mas é claro que essa é uma feiúra fica muito interessante, e no final de tudo: maravilhosa!
É o tempo do MONSTERS!
Monsters nas revistas, nas propagandas, nas logomarcas, na MTV, nos Toys e nas roupas.Nos bares, o mais normalzinho será ignorado.
Nada de scarpim e de heterossexualidade.
Quem é o garoto ou a garota naquela rodinha ali? Hmmm... difícil definir, e aliás, por que definir?Somos todos igualmente diferentes.
Nada de martini com azeitona. Talvez eu nem precise beber esta noite, já que isso é tão óbvio.
Dos oitenta, os yuppies ficaram para trás.
O que reencarnou foram as extravagâncias.
Todas remodeladas é lógico.
Das ombreiras vieram as mangas bufantes, que até são anteriores aos 80´s, mas contribuem para o volume que tanto queremos.
De tudo que é vibrante nos tecidos, pegamos o brilho e as estampas multi-coloridas.
Dos cabelos, o mullets são quase idênticos, salvo alguns melhoramentos (ufa!).
O volumoso é o que conta e ele se coloca no topo em contraste com a parte de baixo do corpo.
Blusa vestido com algum plissado em algum lugar estratégico e legging ou calça skinny com sapatilhas.
Se for de tênis, prefira os "a la 80" também, ele tem de ser chamativo e de preferência não tente combiná-los a sua roupa.
Aliás não combine nada, por favor!
Não seja clássico! Não seja sério!
Por favor não envelheça alguns anos agora, no início do século XXI.
Aquele cabelo "chitão" e aquelas ombreiras realmente não poderiam ser considerados atraentes depois da década eights e até os anos 90.
Mas mudamos de século e por menos que esperássemos, faz uns três anos que estamos revivendo a volumosa estética 80´s.
É tempo de valorização do andrógino e dos monsters. A cultura jovem se delícia com a "feiúra".
O comum é entediante, o comportado é careta.
Com exceção dos mauricinhos e das patricinhas, a juventude está monstruosamente montada para o dia-a-dia.
De onde esta tendência vem?
Para os usuários isso não tem a mínima importância.
E para os estudiosos isso é pouco determinável.
Mas para aqueles que gostam de observar as mudanças, poderão ser notadas características entre a arte, o design, a música e a moda que estão evidentemente em concordância.
Os artistas da vez são os grafiteiros, seus nomes não são nomes, são apelidos nada convencionais como "freak", e suas obras fogem de longe ao perfeccionismo clássico.
O design gráfico é pouco simétrico, visualmente orgânico e anti-stablishment.
A música é livre, os cantores têm pouca voz e o ritmo é quebrado e sem técnica, senão sujo e cheio de ruído.
E a moda que abrange tudo isso é desarmônica, poluída, agressiva e feia.
Sim, feia!
Mas é claro que essa é uma feiúra fica muito interessante, e no final de tudo: maravilhosa!
É o tempo do MONSTERS!
Monsters nas revistas, nas propagandas, nas logomarcas, na MTV, nos Toys e nas roupas.Nos bares, o mais normalzinho será ignorado.
Nada de scarpim e de heterossexualidade.
Quem é o garoto ou a garota naquela rodinha ali? Hmmm... difícil definir, e aliás, por que definir?Somos todos igualmente diferentes.
Nada de martini com azeitona. Talvez eu nem precise beber esta noite, já que isso é tão óbvio.
Dos oitenta, os yuppies ficaram para trás.
O que reencarnou foram as extravagâncias.
Todas remodeladas é lógico.
Das ombreiras vieram as mangas bufantes, que até são anteriores aos 80´s, mas contribuem para o volume que tanto queremos.
De tudo que é vibrante nos tecidos, pegamos o brilho e as estampas multi-coloridas.
Dos cabelos, o mullets são quase idênticos, salvo alguns melhoramentos (ufa!).
O volumoso é o que conta e ele se coloca no topo em contraste com a parte de baixo do corpo.
Blusa vestido com algum plissado em algum lugar estratégico e legging ou calça skinny com sapatilhas.
Se for de tênis, prefira os "a la 80" também, ele tem de ser chamativo e de preferência não tente combiná-los a sua roupa.
Aliás não combine nada, por favor!
Não seja clássico! Não seja sério!
Por favor não envelheça alguns anos agora, no início do século XXI.
segunda-feira, 9 de julho de 2007
WhoAreYou
Incomodados com a situação resolvemos nos acomodar,
sem opinar de verdade, viramos posers.
A alta modernidade incomoda pouca gente, porque a velha geração incomoda, incomoda, incomoda muito mais.
Quem é que está no poder? Os amigos dos nossos pais ou os pais dos nossos pais.
Quem são eles? Se não são todos, a grande maioria é um bando de estagnado e preconceituoso.
E nós, filhos e amigos dos filhos do poderosos, o que fazemos?
Um corte de cabelo novo e um monte de tatuagem e nada mais?
Procuramos conhecimento do Google e amigos do Orkut?
Peraí galera.
Se eles (os poderosos caretas) estão no poder, nós somos os herdeiros e temos de saber mais que eles.
Eu disse saber, e não parecer.
Para isso não basta fechar o braço de tatoo e virar bissexual, isso não é conhecimento.
Concordo que faz parte de uma transgressão e que pode ser o início de uma revolução de pensamento, mas não é o suficiente para um novo mundo.
Estamos procurando mudar o que os olhos vêem, mas precisamos mudar o pensamento todo.
O invisível existe e é mais que um rostinho bonito.
Vamos ler um pouquinho mais, pode ser romance, quadrinhos, bibliografias de artistas e músicos, jornais e revistas.
E para quem tiver mais curiosidade, leia também sobre filosofia, sociologia e história, se arrisque na ciência, na matemática, na física e na economia. Parece chato porque aprendemos isso obrigatoriamente nas escolas.
Mas se procurarmos nessas disciplinas, livros sobre os assuntos os quais temos curiosidade, fica bem mais gostoso de ler.
Aí, veremos o quanto achamos que sabemos e o quanto achamos que estamos inventando alguma coisa nova.
Veremos que os quadrinhos são geniais quanto os filósofos.
E que nós somos tão ignorantes quanto revolucionários.
Sem querer ofender ninguém, eu me incluo neste "nós".
Estou descobrindo a minha ignorância na medida em que leio e aprendendo que conhecimento não é o mesmo que chatisse.
Também fico pensando em como será a futura geração de poder, quem serão os politícos, os megaempresários e os próximos poderosos.
E se seremos nós os "donos" deste mundo, temos de saber o que ele é hoje, de onde ele veio e para onde ele está indo.
sem opinar de verdade, viramos posers.
A alta modernidade incomoda pouca gente, porque a velha geração incomoda, incomoda, incomoda muito mais.
Quem é que está no poder? Os amigos dos nossos pais ou os pais dos nossos pais.
Quem são eles? Se não são todos, a grande maioria é um bando de estagnado e preconceituoso.
E nós, filhos e amigos dos filhos do poderosos, o que fazemos?
Um corte de cabelo novo e um monte de tatuagem e nada mais?
Procuramos conhecimento do Google e amigos do Orkut?
Peraí galera.
Se eles (os poderosos caretas) estão no poder, nós somos os herdeiros e temos de saber mais que eles.
Eu disse saber, e não parecer.
Para isso não basta fechar o braço de tatoo e virar bissexual, isso não é conhecimento.
Concordo que faz parte de uma transgressão e que pode ser o início de uma revolução de pensamento, mas não é o suficiente para um novo mundo.
Estamos procurando mudar o que os olhos vêem, mas precisamos mudar o pensamento todo.
O invisível existe e é mais que um rostinho bonito.
Vamos ler um pouquinho mais, pode ser romance, quadrinhos, bibliografias de artistas e músicos, jornais e revistas.
E para quem tiver mais curiosidade, leia também sobre filosofia, sociologia e história, se arrisque na ciência, na matemática, na física e na economia. Parece chato porque aprendemos isso obrigatoriamente nas escolas.
Mas se procurarmos nessas disciplinas, livros sobre os assuntos os quais temos curiosidade, fica bem mais gostoso de ler.
Aí, veremos o quanto achamos que sabemos e o quanto achamos que estamos inventando alguma coisa nova.
Veremos que os quadrinhos são geniais quanto os filósofos.
E que nós somos tão ignorantes quanto revolucionários.
Sem querer ofender ninguém, eu me incluo neste "nós".
Estou descobrindo a minha ignorância na medida em que leio e aprendendo que conhecimento não é o mesmo que chatisse.
Também fico pensando em como será a futura geração de poder, quem serão os politícos, os megaempresários e os próximos poderosos.
E se seremos nós os "donos" deste mundo, temos de saber o que ele é hoje, de onde ele veio e para onde ele está indo.
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